SUICÍDIO
SUICÍDIO
A casa estava silenciosa, apenas o tic tac do relógio
que anunciava a passagem do tempo.
O eco dos passos lentos do ranger do assoalho
pelos corredores vazios, enquanto o sangue escorria,
tingindo o chão de vermelho.
Sentia-me sufocado pela dor inexplicável que me dominava, ouvindo vozes sussurrantes que ecoavam em minha mente perturbada.
Lágrimas escorriam incessantemente,
misturando-se ao sangue que fluía sem controle.
Uma tristeza profunda invadia meu ser,
envolvendo-me em um manto de desespero e solidão.
A cada batida do meu coração, sentia a angústia se aprofundar, como se fosse engolido por um abismo de sofrimento.
No escuro da noite, o choro ensurdecedor ecoou pela casa, ecoando um lamento agourento, entrelaçando-se
com o som da lâmina cortante.
No último suspiro, o adeus ao mundo cruel,
o adeus a si mesmo. O suicídio, um ato fatal, um fim.
Autor: Rita Rosa
09/05/2024

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