A ETERNIDADE DA ALMA
A ETERNIDADE DA ALMA
Eu não me lembro de minha infância,
mas sinto as lembranças.
Reconheço lugares, pessoas e cheiros,
como se fossem parte de uma antiga nostalgia.
Empatia por desconhecidos, como se fossem amados.
Lembranças a esquecer,
mas que insistem em renascer,
em sonhos e sentimentos que não consigo compreender.
Será então vestígios de quem um dia eu fui?
Ou apenas ilusões de um eu perdido no tempo?
Talvez sejam fragmentos de memórias perdidas,
em meio às sombras, caminhando por terras conhecidas,
há muito apagadas, no instante de reconhecer lugares esquecidos.
Na teia do tempo a reencarnação se revela,
refletindo sobre a jornada da alma,
lapsos da vida passada ecoam em nossos sonhos,
um sussurro do passado ecoando no presente.
Autor: Rita Rosa
19/05/2024

Comentários
Postar um comentário