O FIM
O FIM
Eu sou um completo objeto inerte,sem vida, sem emoção.
Cheguei no meu limite, já não me reconheço,
nada mais faz sentido para mim.
Me afoguei em um mar de preocupações,
me perdi em um labirinto de angústias.
A dias que não penteio os cabelos,
nem me lembro mais o último dia que tomei banho.
Tenho me sentido cansado, o peso do mundo sobre os ombros
me esmaga, me sufoca e me consome.
Sinto-me exausto com os afazeres do dia a dia.
Não varro mais a casa, na pia não se cabe mais louças,
pela mesa não se enxerga mais o que é para ir fora
e o que ainda está bom para comer.
O banheiro um caos iminente, a sala já não se vê mais,
me sinto em um labirinto de lixo.
Mal consigo entrar no meu quarto,
as montanhas de roupas jogadas no chão dificultam a passagem.
Na cama um pequeno espaço vazio se acha,
entre a bagunça espalhada.
Nesse pequeno espaço me deito, e ali os pensamentos
me sufocam e o fim se torna cada dia mais próximo.
Cheguei ao fundo do poço, não vejo mais saída, não vejo mais luz.
O cansaço é minha única companhia, a solidão é meu único conforto.
Autor: Rita Rosa
09/08/2024

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