SINFONIA DA SOLIDÃO
SINFONIA DA SOLIDÃO
O garoto,
envolto em seu moletom desgastado,
sentava-se na escada da varanda,
quase se perdendo na sombra do capuz volumoso.
Seu rosto permanecia oculto,
apenas uma sombra indistinta.
Com as mãos entrelaçadas sobre os joelhos,
parecia flutuar em um mar de reflexões,
perdido em um labirinto de suas próprias ideias.
Em volta,
a orquestra da chuva e do vento,
tecia uma atmosfera de nostalgia.
As gotas dançavam em um ritmo suave sobre o telhado,
enquanto o vento entoava um lamento poético.
Os cães uivavam em coro,
como se estivessem respondendo
ao choro desolado do bebê ao fundo.
O carro subia a rua, seus pneus cantando
uma melodia aguda sobre o asfalto encharcado.
O jovem permaneceu imóvel,
mergulhado na sinfonia que dançava ao seu redor,
enquanto seus pensamentos o envolviam
como um manto de mistérios.
Autor: Rita Rosa
05/11/2024

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