VELHICE
VELHICE
Quando chegamos ao fim da vida,
já não enxergamos mais como antes,
não se escuta mais tão bem.
As memórias são como folhas ao vento,
cada ruga é uma história,
cada passo é uma lembrança
de um tempo que não voltará mais.
Os dias passam a ser curtos
e as noites longas demais.
Caminhos trilhados, amores perdidos,
são versos que permanecem na melodia da vida.
E mesmo que os sentidos se tornem fracos,
o coração ainda pulsa com a força da lembrança,
as emoções ainda vibram,
como notas em um piano.
Mas aqui ainda bate um coração,
mesmo que fraquinho,
ainda há vida.
Autor: Rita Rosa
15/09/2024

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